Como é sabido, nem sempre a maioria tem razão. Aliás, normalmente não tem.
Também é na maioria que se enquadram e se protegem os fracos, os indecisos e os inopinados. É das tais regras que não se excecionam. Contudo, há vantagens em pertencer a essas maiorias. É o caso dos benfiquistas. É esta, genericamente a história do último fim de semana. O Sporting venceu em todos os capítulos, a saber: no futebol jogado, no espetáculo oferecido, na usual retidão dos seus apoiantes e na decência comunicativa dos seus dirigentes. No entanto perdeu. E perdeu com uma intensidade e projeção típicas das maiorias autocráticas. São os jornais, as televisões e todos os canais de comunicação a fazerem eco de uma vitória que é exemplarmente a vitória que apenas vergonhosamente vale a pena ser obtida.
Eu cá vou continuar atento e tranquilo
Sempre inclinado!
Apoio sem reservas.
ResponderEliminarSaudações Leoninas
Saúdo com alegria a abertura de mais um espaço opinativo, onde o autor assume a sua "inclinação" desportiva, sem receio de afrontar a dita "maioria" ruidosa.
ResponderEliminarAo longo da História, muitos foram os heróis que não tiveram receio de enfrentar inimigos superiores em número, mas cuja fé inabalável no Altíssimo permitiu levar de vencida, vidé D. Afonso, I de Portugal. Respeito.
No entanto, e como tantas outras vezes na vida, as maiorias podem representar também o lado "certo" das coisas, pois a congregação de muitas pessoas em torno de um ideal não poderá nunca significar que estão automaticamente erradas, isto é, não deverá o homem justo renegar um conceito apenas porque do outro lado está um conjunto de indivíduos agregados em números consideráveis.
A maioria não é apenas constituída pelos " fracos, os indecisos e os inopinados ". Também os terá certamente, mas serão mais os adeptos apaixonados, fervorosos, que amam o seu clube sem reservas mas com espírito critico e olhos bem abertos.
É a beleza do desporto. Este é o tempo da Águia, um dia será o tempo do Leão.
Mas não agora...
Saudações desportivas